domingo, 24 de março de 2019

Pobre não pode ter voz


Autor: Leonardo Sampaio


Pobre não pode ter voz
Essa é a determinação
Que a burguesia criou
E não aceitam a ascensão
De família produtora
Da classe trabalhadora
Pra uma melhor posição.

Quem quis ser a voz dos pobres
Foram presos ou eliminados
Assim foi com Jesus Cristo
E profetas alinhados
Com voz de libertação
E Deus como salvação
São logo assassinados.

Luther King, Gandhi e Mandela
Sofreram perseguição
Eram pacificadores
E passaram por prisão
Por defender igualdade
E também a liberdade
De toda população.

Chico Mendes e Dorothy
Mais Antônio Conselheiro
Zumbi e José Lourenço
E mais outros companheiros
Que confiavam no divino
Tiveram o mesmo destino
Matados pelos grileiros.

No campo e na cidade
Santo Dias e Margarida
Ambos eram sindicalistas
Lideranças aguerridas
Operário e camponesa
Sem direito a defesa
Foi ceifada às suas vidas.

Nem mesmo religiosos
Escaparam da maldade
Filomena e Ezequiel
Foram mortos com crueldade
Fuzilados pelos nobres
Por defenderem os pobres
O evangelho e a liberdade.

Nem mesmo o Chico Mendes
Defendendo a floresta
E contra o desmatamento
Levando a vida honesta
E a família com decência
Não escapou da violência
Da burguesia indigesta.

Mataram a Marielle
Levaram Lula à prisão
Pra calar a voz do povo
Mas eles ressurgirão
No seio da luta de classe
Pois mais liderança nasce
E suas vozes não calarão.

A maldade patronal
Não aceita braços erguidos
Nem os direitos humanos
São mortos ou demitidos
Somente o lucro que vale
Nem mesmo amor equivale
E os Seres são destruídos.

A classe alta e classe média
Odeiam a classe pobre
É a eterna luta de classes
A do nobre contra o pobre,
Que é sempre desigual
Chega até ser imoral
Só que o pobre, não descobre.

Os crimes de lideranças
E  toda perseguição
Vem da classe burguesa
Com ódio e destruição
Exigem que a língua dobre
Pra calar a voz do pobre
Sem dó nem compaixão.

Toda a classe dominante
Ama somente o dinheiro
O adoram como seus deuses
Todo o resto é lixeiro
A mente fica tapada
A vida não vale nada
Por ser interesseiro.

Fazem guerras pelo mundo
Implantam as ditaduras
Destroem os patrimônios
E fazem muitas agruras
Não respeitam as nações
Eliminam populações
E praticam as torturas.

Pra falar em voz do povo
Isso não é permitido
No mundo capitalista
E quem ousar é atrevido
Não tem pra onde correr
Vai ser preso ou morrer
Ou viverá perseguido.

Em qualquer lugar do mundo
A farsa é sempre posta
Não aceitam o bem viver
Viver bem é o que ele gosta
Pensando apenas  em si
Nem pra mim e nem pra ti
Somente o que ele aposta.

Sendo povos ameríndios
Cigano e quilombola
Camponês ou ribeirinho
Tem que viver de esmola
É o rico quem determina
Até impõe como sina
O pobre viver na sola.

Não tem deuses que dê jeito
Ao poder do capital
À ganância e o egoísmo
Que vivem fazendo o mau
Maltratando a pobreza
Concentrando a riqueza
Em um mundo desigual.

O mundo que é pra todos
Não tem em seus dicionários
Muito menos em sua bíblia
São outros vocabulários
Eu mais eu e eu sozinho
Não enxergam o vizinho
Todos outros são otários.

A filosofia burguesa
É a do individualismo
Quem for pobre que se lasque
O interesse é o consumismo
O mercado e a riqueza
Ter o mundo da nobreza
Vivida pelo fascismo.

O que chamam de riquezas
São produtos estocados
Os mercados financeiros
Dinheiros acumulados
Patrimônios materiais
As heranças patriarcais
Os minérios e os mercados.

As suas metodologias
Partem da exploração
Com mão de obra barata
Trabalho com exaustão
Negam direitos humano
Quem gritar entra no cano
Não têm dó nem compaixão.

Os valores que conhecem
São apenas os do dinheiro
Não existe respeito à vida
Porque o lucro vem primeiro
Apenas pra o seu reduto
E o Ser humano é produto
E objeto do Usineiro.

Não tem solidariedade
E nem Deus no coração
Valores humanitários
São discursos ou sermão
E somente quem triunfa
É quem tiver a mufunfa
Ou morre na solidão.

Quando vieram pro Brasil
O Indígena era animal
Não trataram como gente
Açoitavam-nos de pau
Porque não sendo cristão
Os chamavam de pagão
E bichos brutos do mau.

Faziam até extermínio
Se não aceitar ser escravo
Sendo pagão não tem alma
Se matar pode ser salvo
Foi assim na ameríndia
Mataram índio e índia
E tratados como bravo.

Passar no fundo da agulha
É mais fácil pro Camelo
Do que o rico entrar no céu
Na bíblia não tem apelo
Com toda riqueza do nobre
E tá explorando pobre
Só rezar é enxugar gelo.

Foi Jesus de Nazaré
Que fez o pronunciamento
Quem ler Bíblia sabe disso
Que pra ir pro firmamento
Tem que ter bom coração
Tratar todos como irmãos
Até chegar seu momento.

Mas cada um cria seu deus
Para adorar como quiser
Esse foi deus que me deu
E os outros só se poder
Cria um Jesus particular
Fiel ao que lhes agradar
Pra fazer o que ele quer.

Se dizem iluminados
Fazem leis só pra elite
O poder é pra negócio
Aonde o dinheiro transite
Saúde da população
E também a educação
Eles impõem o limite.

Nem greve resolve mais
Vejam os caminhoneiros
Pararam todo o Brasil
Mostraram aos brasileiros
Força e categoria
Só ganharam mixaria
Mesmo com os petroleiros.

Eles têm justiça injusta
E usam o judiciário
Para fazer injustiça
Com leis de inventário
Contra os necessitados
Que trabalham por trocados
Pois, a greve foi o senário.

Acenam todos poderes
Imprimem a repressão
Que o Estado oferece
Destroem a organização
Da classe trabalhadora
Com a máquina opressora
Da tortura e da prisão.

Assim foi com petroleiros
Que tentaram ajudar
A justiça lançou a multa
Para a greve intimidar
Derrubaram o ministro
Um sujeito bem sinistro
Mas tiveram que parar.

O sistema econômico
É que precisa mudar
Para que a pessoa humana
Esteja em primeiro lugar
Com vida emancipada
E a família preparada
Pra o bem viver conquistar.

Aqui não é julgamento
É apenas constatação
Como é a humanidade
Uns vivem da exploração
Outros vivem explorados
Na pobreza e humilhados
E Jesus na contramão.

Abril de 2018

sábado, 15 de dezembro de 2018

O Natal de Jesus e de Noel


Leonardo Sampaio

Natal nos faz lembrar
Da família de Nazaré
Que é a família sagrada
Com Jesus, Maria e José.
Sendo modelo exemplar
Para o mundo caminhar
Comungando amor e fé.

Foi esse o modelo ideal
Pra toda a humanidade
Viver a consagração
De família e humildade
Sentindo o amor fraterno
E um sentimento eterno
Vivendo a fraternidade.

Natal é nascimento
E também renovação
Jesus Cristo é o centro
É amor e é emoção
É a verdade e a vida
É verbo, homem e é saída
É momento de perdão.

Natal não é comércio
Nem Jesus mercadoria
Jesus é o libertador
Que nasceu na estribaria
Como homem ensinou
E aos pobres libertou
Porque Deus os preferia.

Natal lembra o nascimento
E o Jesus assassinado
Perseguido e humilhado
E tudo por ele pregado
Justiça, amor, liberdade
Pra construir felicidade
Em um reino consagrado.

Já o Natal do Polo Norte
Promove exploração
E também consumismo,
Revela a contradição
De pobreza e humildade
Que vive a humanidade
Entre criador e criação.

Do Polo Norte vem um papai
Que é o Noel capitalista
Já do lado de Israel
Vem um Jesus socialista
Que prega a humildade
E um mundo de igualdade
Que contradiz o egoísta.

Já Papai Noel é o contrário
Traz egoísmo e exploração
Um Natal só de ganancia
Desavença e contradição
Com a morte e o sofrimento
Que difere o nascimento
Que festeja a libertação.

Natal do Black Friday
Cria falsa liberdade
Espécie de Fake News
Trazendo felicidade
Mas Jesus fica esquecido
Tudo sendo consumido
E o valor é a propriedade.

Que sejamos nesse natal
Caminhos das divindades
Construindo amor fraterno
Contra as desigualdades
Porque trazem sofrimento
Precisamos ser fermento
Em todas as prioridades.

10/12/2018

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Não precisa profeta nem profecia


Leonardo Sampaio

Todo brasileiro quer
Que o país seja melhor
Seja um Brasil soberano
Pra competir com o maior
Desenvolver sua riqueza
Tirar gente da pobreza
Com voz e vez pra o menor.

Esse é o país sonhado,
Mas eis que infelizmente
O presidente eleito
Defende dente por dente
Com um regime fascista
E de linha neonazista
Com violência ascendente.

Não precisa de profeta
Muito menos profecia
Para saber do sofrimento
E também da agonia
Que a pobreza vai passar
E sua vida atrasar
Com o governo de tirania.

Pois ao longo de sua vida
Pregou sempre a violência
Descriminou as mulheres
Do nazismo é sua essência
Persegue negros e LGBT
Incrimina até o PT
Nem do índio tem condolência.

O ódio virou bandeira
Na campanha eleitoral
E encontrou muitos adeptos
Com mentira fenomenal
Tornou estelionatário
Pegou eleitor otário
Confundiu o bem com o mal.

Será um governo dos ricos
Servindo ao capital
Acumulará riquezas
É traíra internacional
Os pobres ficam mais pobres
E os ricos ficam mais nobres
No modo neoliberal.

A equipe está formada
Afastada do social
Que é vista como despesa
Pela classe empresarial
Geradora de pobreza
Pelo acúmulo de riqueza
Do mercado e industrial.

Os poderes dominantes
Banqueiros e industriais
Juntos com agronegócio
Sustentados por generais
E os mercados financeiros
Vão levar os brasileiros
A sufocos infernais.

Tudo isso foi previsto
Por comando americano
Desde o golpe contra a Dilma
Que já fez parte do plano
Transferir as estatais
Para outros capitais
E o Brasil entrar no cano.

Perde-se soberania
Enfraquece o Estado
Fortalece o empresariado
Mais produto importado
Gerando mais desemprego
Pobres perdem o sossego
Com os direitos cortado.

Essa farsa foi montada
Faceando o cristianismo
Enganando muita gente
Utilizando o fascismo
Com deus acima de tudo
E parte do povo mudo
Sonhando com o egoísmo.

Isso não é uma previsão
É o que está decretado
Terá muita repressão
Comandada pelo Estado
Com regime de exceção
Haverá perseguição
Contra o povo organizado.

Direitos só para eles
Será a única certeza
Para pobre só chicote
Falam isso com clareza
Mas quem votou não acredita
Em suas palavras antes dita
Que detesta a pobreza.

Pobre suja a natureza
Chama-os de vagabundo
As pessoas que não tem nada
Lixo humano do mundo
É assim que são tratados
E a todo tempo empurrados
E visto como imundo.

É um povo sem dinheiro
E por tanto não consome
Dá prejuízo ao Estado,
É gente que passa fome
Trás gasto pra educação
Pra saúde não é exceção
Não tem prestigio nem nome.

Em todo Estado burguês
Pobre é descriminado
Sofre toda repressão
Chega a ser eliminado
E em tempo de ditadura
Fazem até varredura
Por não estar no mercado.

O pobre que vota em rico
Não percebe que a pobreza
É fruto da exploração
Chega até a ter certeza
Que o rico vai lhe salvar
E vota pra lhe agradar
Ou até pela beleza.

E agora vem a chibata
Eles voltaram ao poder
Com toda a força que tem
E o pobre vai se fuder,
Perdendo todo direito
Não tem nada que dê jeito
Para ele se defender.

Daí que vem o conformismo
O pobre perde a esperança
Mas acredita que Deus vem
Essa é a única crença
Que virá o salvador
Para eliminar sua dor
E na morte sua presença.

05/12/2018



quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Ocupação do Planalto do Pici

Leonardo Sampaio

         Como escritor e memorialista apresento um pouco da história de uma parte da periferia de Fortaleza-Ceará. A Base Velha, como era popularmente conhecida na década de 1980, foi ocupada três vezes por pessoas aleatórias do bairro Jóquei Clube, com certo espontaneísmo, pois não havia uma organização comunitária com planejamento para que desse certo, por isso eram expulsas pela Polícia Federal, já que o terreno era de controle da União. Foi uma concessão dada pelo Governo Federal para a Fundação Rockefeller americana construir a Base Aérea para servir de apoio dos Americanos na Segunda Guerra Mundial. Popularmente ficou chamada de Base dos Americanos. 

Em 1986, na gestão da ex-prefeita Maria Luíza (PT), fui diretor do Centro Social Urbano César Cals, conhecido popularmente apenas pela sigla “CSU”.  A Base Velha servia de “desova”: grupos de extermínio jogavam corpos lá, dentro do mato. Então reuni os times de futebol da área e criamos a Liga Esportiva do Pici e resolvemos desmatar a Base Velha construindo Campos de Futebol consegui com a prefeitura dois tratores e em pouco tempo tínhamos 18 campos feitos, mais quatro dentro do Campus da UFC já existentes e logo foi criado o Campeonato da Liga, que se tornou um atrativo e todos os domingos a Base Velha era lotada de torcedores e comércio ambulante.

Em 1987, passei a ser Secretário de Habitação de Fortaleza e trouxe para as Comunidades do Pici (João Arruda) e Papoco o Projeto de recuperação de casas. Todas as casas de taipo nas favelas do Pici e Papoco foram construídas de tijolo, em regime de mutirão.

Em 1990, chegou no Pici o Projeto Prorenda da GTZ alemã, que eu havia articulado em 1987, com a Prefeita Maria Luiza e o governo da Alemanha, numa parceria com o Gov. do Estado, a Prefeitura de Fortaleza e a Comunidade local, sendo levado também para os bairros: Couto Fernandes, Pirambu e Conjunto Palmeiras.

Com a efervescência da luta por moradia, que articulei junto com a União das Comunidades da Grande Fortaleza e a União das Mulheres Cearenses, desencadearam muitas ocupações de terra em toda a Cidade, pois havia um programa contra a especulação imobiliária e por moradia popular.

Nesse período houve muita repressão policial em toda a Cidade comandada pelo Secretário de Segurança Pública do Estado do Ceará, Moroni Torgan. No Pici os despejos foram demasiadamente violentos por parte da polícia. Os despejos que houveram na Comunidade do Feijão, próximo ao Colégio Júlia Giffonni, foram parar na Delegacia do 10º Distrito e os ocupantes resolveram invadir o CSU César Cals e ficaram abrigados lá por algum tempo, até que a prefeitura cadastrasse cada família. D. Marina e D. Maria Boneca (Mãe do cantor Naldo José) eram as lideranças. Outro despejo foi ao lado da Favela da Fumaça onde hoje é um conjunto habitacional. Lá a liderança era a Lucimar, que sofreu repressão policial, mas colocou literalmente o dono do terreno pra correr, com um facão na mão. Estes fatos foram registrados em matérias de jornais da época, inclusive fotos da ocupação.

Com a onda de ocupações desordenadas, o Movimento dos Sem Teto e a União das Comunidades da Grande Fortaleza cria a estratégia de ocupar grandes áreas de terra em toda a Cidade e a Irmã Mona que fazia parte  das reuniões chegou a me convidar para uma reunião no Salão ao lado da Capela da Penha, na Bela Vista, para programar a ocupação da Base Velha. Fui junto com a Lúcia, minha companheira. Foi dessa luta que surgiu a ocupação do que é hoje o Planalto Pici.

Em 1989, o Prefeito era Ciro Gomes (PSDB), que se manifestou em defesa dos proprietários de terra e junto com o Governador Tasso Jereissati (PSDB) e Moroni Torgan (PFL, ex-Arena e DEM) comandaram uma grande repressão policial contra os ocupantes de terra. Várias pessoas foram espancadas com cassetetes, algumas tiveram fraturas nas costelas, nos braços e clavículas.  Foi um massacre terrível contra os pobres que queriam apenas um pedaço de terra para morar. A reflexão bíblica era feita pelas Comunidades Eclesiais de Bases – CEBs, do livro do Êxodo em busca da terra prometida.

As autoridades governamentais em vez de resolverem o problema da moradia, passaram a me perseguir como responsável pelas ocupações. Fui chamado pelo Secretário de Desenvolvimento Social e o comandante da Polícia Militar porque souberam que Leonardo era quem comandava as ocupações e queriam me intimidar. Na ocasião da reunião com eles, responsabilizei o Estado pelo massacre contra as pessoas pobres, indefesas que queriam um lugar para morar. Na verdade estive presente em muitas ocupações orientando que deveriam buscar o Governo ou a prefeitura para regularizar a terra desapropriando, se fosse particular em caso. O que fiz quando fui Secretário de habitação na Prefeitura.  

Em 1990, o Governador era Ciro Gomes (PSDB) e quando os Sem Teto chegaram organizados ocupando grandes terrenos ociosos, como o Aírton Senna, São Bernardo e a Base Velha, ele recuou porque organizado passou a cobrar regularização fundiária e urbanização das áreas ocupadas, como era o caso da ocupação da Base Velha Pici, em que a Associação de Organizadores Sociais e Serviços – AMORA, foi convidada pelo Estado por meio do Centro Comunitário Mirian Mota para ser a Entidade representativa da ocupação, a AMORA respondeu que seria melhor ser criado uma Entidade da própria ocupação. Foi aí que chegou a Toinha, vinda da Pastoral da Saúde e a Irmã Mona orientou-a a criar uma Associação de Moradores, daí veio a criação da Associação de Moradores do Campus do Pici – Amocap, que foi fundamental para dar continuidade a todo esse processo de organização da ocupação, definindo o tamanho dos lotes, a largura das ruas e fazendo o cadastramento de todas as famílias que ali iam chegando.

Então, todas as conquistas dependeram das organizações populares, nada chegou por boa vontade dos governantes e sim pelo luta do povo, por isso que chegou o saneamento básico no Planalto do Pici pra ser o que é hoje.

Precisa ficar claro que não foi o Ciro Gomes que deu o terreno, isso é falso, o que ele fez foi o saneamento básico, esgoto, água e calçamento. Que era o que o Movimento popular cobrava do governo.

O Pici agora tem um novo avanço, que é a criação por meio de Decreto da Prefeitura, da ZEIS - Zona Especial de Interesse Social do Pici, para a regularização fundiária e planejamento urbano. A luta continua.

Esses escritos são para registrar essa memória e servir de estudos e pesquisas.

 

06/10/2018