terça-feira, 25 de fevereiro de 2025
Carnaval na Escola e a Lei 10639/2003
Carnaval na Escola como cultura afro-brasileira.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2025
E-book: Performance Poética na Escola
Descrição:
"Performance Poética na Escola" é uma obra envolvente que combina arte, educação e cidadania. Escrito por Leonardo Sampaio, professor, pedagogo e poeta, o livro é uma rica coletânea de poemas, cordéis, trovas e quadras que abordam temas essenciais para o contexto escolar, como inclusão, ancestralidade, direitos humanos e a valorização da cultura popular.
Ao longo de suas 196 páginas, o autor compartilha sua experiência de mais de uma década no magistério, utilizando a poesia como ferramenta pedagógica para inspirar alunos, promover o interesse pela leitura e estimular debates sobre questões sociais e culturais.
O livro se destaca por sua abordagem acessível e criativa, ideal para professores que buscam inovar em sala de aula, educadores populares, e amantes da literatura brasileira. Com textos que vão da emoção ao humor, da crítica social à celebração das raízes culturais, Performance Poética na Escola é um convite para transformar o aprendizado em uma verdadeira experiência artística.
Destaques da Obra:
- Poemas e cordéis que estimulam a leitura e o pensamento crítico.
- Reflexões sobre inclusão, racismo, ancestralidade e cidadania.
- Um guia para educadores que desejam integrar cultura e ensino.
- Ilustrações feitas por crianças, que enriquecem a obra com um toque autêntico e criativo.
Para quem é este livro?
Educadores, estudantes, arte-educadores, pais, e todos que acreditam no poder da arte e da cultura para transformar a sociedade.
Adquira agora e leve a poesia para além das páginas, criando um impacto positivo em sua escola e comunidade!
segunda-feira, 23 de dezembro de 2024
Perfil do eleitor reacionário
Leonardo Sampaio
Os princípios e valores,
ditos humanitários,
criados no cristianismo,
virou coisas de otários,
deixou de ser pregados,
nos votos são revelados,
direitos são secundários.
Um candidato maquiado,
passa a ser suficiente
Fortaleza é exemplo,
vota-se num delinquente
que nega todos valores
e pratica os horrores,
um sujeito inconsequente.
O perfil do eleitor/ra
parece ser engraçado/a
tem o rico milionário
e até desempregado/a,
que se acha produtor/ra,
ou mesmo um condutor/ra
que não é mais empregado/a.
Não é mais trabalhador/a,
não depende de patrão,
agora é empresário/a,
se acha bicho/a papão
sonha muito em ser rico,
mas vive sempre de bico
na nova escravidão.
Não tem direito a nada
que o Estado oferece,
pra ter uma vida digna,
a família quem padece
se houver um acidente,
fica como indigente
ou o Plano aparece.
Ele/a vira uma coisa,
e produto do mercado
sendo mais um objeto
que é pra ser explorado,
mas se acha independente,
pensa até que é gente
igual ao empresariado.
Quer ter toda regalia
sonha em ser milionário,
pro seu voto ter valor
vivendo sem ter salário
buscando prosperidade
sem viver de piedade
pra ser igual empresário.
Ao ser empreendedor/a,
e agir como patrão
esquecer a sua origem
e ter a bíblia na mão,
passa a ter sua verdade
na individualidade,
se dizendo ser cristão.
O Templo é uma farsa,
não existe cristianismo,
igual Jesus de Nazaré,
pois só o capitalismo
com o individualismo
e o ante comunismo
passa a ser catecismo.
A doutrina do domínio
com tomada do poder
é a nova teologia
e o eleitor sem saber
da partilha de Jesus
nem porque morreu na cruz,
mas no mito ele/a crer.
Não aceita democracia,
e prega a ditadura
isso é bolsonarismo,
até quebra viatura
mentira os alimenta
cria coisa e inventa,
é assim sua postura.
domingo, 22 de dezembro de 2024
Qual é o seu grito?
é a manifestação,
de quem sente-se explorado/a
e busca libertação,
procurando um lugar
que possa se libertar
de toda exploração.
Capital acumulado
exclui uma maioria,
tira de muitos a vida
acaba a soberania,
expõe a desigualdade
impede a liberdade,
dar poder a tirania.
Você tem sede de que?
De riqueza ou igualdade?
De justiça ou do ódio?
Da fome ou liberdade?
Acumular? Dividir?
O que lhe faz existir?
A vida ou crueldade?
Ter vida em abundância,
é preciso perceber
de que lado eu estou,
às perguntas responder
da vida? ou opressor?
Sendo eu trabalhador
o que preciso fazer?
No Grito dos Excluídos,
Vida em primeiro lugar,
você tem fome e sede.
Que lado você estar?
Sua sede qual é mesmo?
Será de ficar a esmo?
Ou é de se libertar?
Grito gritado com fome.
Grito do injustiçado,
e grito da violência,
com grito do explorado
o grito por liberdade
e grito da igualdade
grito do indignado.
Cada qual tem o seu grito,
aquele grito gritado,
grito pedindo socorro,
é um grito engasgado,
grito do feminicídio
é um grito feticídio
e um grito odiado.
quarta-feira, 4 de outubro de 2023
São Francisco de Assis da Entrada da Lua
I
Francisco é de Assis
sua Cidade natal
que fica na Itália,
Europa Ocidental
lá viveu e cresceu
e formou seu ideal.
II
Foi um jovem rebelde
vivendo como plebeu
e até soldado de guerra
a profissão exerceu
pra matar o inimigo
em defesa do que é seu.
III
Foi prisioneiro de guerra
e na cadeia ele sofreu
passou muito frio e fome
e na prisão adoeceu
até que foi socorrido
pelo pai que o atendeu.
IV
Virou um conquistador
das meninas do lugar
vestia-se todo elegante
pra as mulheres mostrar
sua beleza de jovem
e paquera conquistar.
V
Com toda a elegância
andava pela estrada
e um mendigo avistou
com a veste estragada,
a sua roupa doou,
bonita e engomada.
VI
Sentiu-se ali chamado
pelo Espírito Santo
para socorrer os pobres,
vestindo-os com um manto
dando-lhes dignidade
para viver com encanto.
VII
Foi no armazém do pai
e levou muito tecido,
pegou todo o dinheiro,
com pobres foi dividido,
o pai ficou revoltado
com o filho atrevido.
VIII
Quis o dinheiro de volta,
os pobres tinham gastado
já não havia mais jeito,
ele foi ameaçado,
de perder sua herança
e ficar sem um trocado.
IX
Ali mesmo no local
todas as vestes tirou
e o pai decepcionado
do lugar se retirou,
Francisco foi acolhido
e até manto ganhou.
X
Renunciou a riqueza
defendeu a igualdade,
aos pobres, os acolheu,
desfez-se da propriedade,
dividiu com os humildes
com amor e caridade.
XI
A partilha era seu lema,
com muita paz e união
sem ter ódio e discórdia
para haver o perdão
elevando a esperança
por um mundo em comunhão.
XII
Seu desejo principal,
sua maior intenção,
foi viver o Evangelho
buscando a perfeição
seguindo sua doutrina
com toda dedicação.
XIII
A fé no Deus verdadeiro
levou a definição,
Mateus com seu Evangelho,
deu maior inspiração,
Jesus Cristo lhe ensina
a buscar a salvação.
XIV
Em Mateus estar escrito,
“se tu queres ser perfeito,
vende todos os teus bens,
dar aos pobres o direito,
de também ter seu tesouro
para viver do seu jeito”.
XV
O seu jeito de ser jovem,
e viver a penitência,
praticando a renúncia,
exercendo paciência,
e dando-lhes testemunho,
na prática e vivência .
XVI
Trabalho e compromisso,
era parte da missão
pra combater a pobreza,
não basta só oração,
tem que ter amor fraterno
de dentro do coração.
XVII
O trabalho manual
exortou com alegria,
não aceitava dinheiro,
a produção dividia
com os demais camponeses
que com ele convivia.
XVIII
A espiritualidade
era sua proteção
o Menino Jesus nu,
foi uma provocação
para mostrar humildade
em busca da salvação.
XVIX
São Francisco foi assim
em toda sua missão,
reconstruir a Igreja
sendo luz com devoção,
e compromisso com Deus,
fazendo transformação.
XX
Chamou o planeta terra,
de Mãe e lugar comum,
pediu que seja cuidada,
sem deixar fora nenhum,
dos seres da natureza
ele não é qualquer um.
XXI
Sua história voou
pelo, o, mundo afora
Fortaleza, Ceará
é lugar que ele mora,
bem na Entrada da Lua,
Pici que ele adora.
XXII
São Francisco é do bairro,
bem na Entrada da Lua,
e juntou-se com São Jorge,
no Salão fica na rua,
que promove o seu nome,
com a Capela que é sua.
XXIII
São Francisco no Pici
é da Entrada da Lua
e disputa com São Jorge
que diz que a Lua é sua,
a Capela São Francisco,
é quase na sua rua.
XXIV
Com São Francisco da Lua,
vive-se o coletivo
da Igreja sinodal
com movimento ativo
e sendo missionária,
em Jesus o objetivo.
XXV
Veio com o Irmão Sol
que chegou iluminado
e vendo a Irmã Lua
no Salão muito lotado,
foi buscar outro terreno
até que foi encontrado.
XXVI
Mãe Terra lugar comum,
trouxe estrelas nas mãos
com Irmão Sol, Irmã Lua
adotou aquele chão,
a pedra fundamental,
assegurou o torrão.
XXVII
Havia um horto lá,
de plantas medicinais,
em que Mulheres do Brilho
da Lua, eram sinais,
o plantio era cuidado,
com projetos sociais.
XXVIII
Dezenove de setembro
Dois mil e onze o ano,
a pedra fundamental,
consolidou-se o plano
a benção foi celebrada
o nome não houve engano.
XXVIX
Juntou homens e mulheres
ergueram o monumento,
tornando o chão sagrado
lugar de acolhimento,
de paz e amor fraterno
Francisco é instrumento.
XXX
O exemplo de Francisco,
revelando humildade
levou ele a vir morar
na nossa Comunidade,
que tanto o acolheu,
com sua simplicidade.
XXXI
A Capela instalada
o Pici é o local,
rua Major Sucupira,
Fortaleza - Capital
o Ceará é o Estado,
o endereço postal.
XXXII
O Bairro Pici Católico,
era a Área Pastoral,
Padroeiro Santo Antônio,
São José é do local
também São Domingo Sávio,
Nossa Senhora, afinal.
XXXIII
Foi a fé em São Francisco
que no Pici são contadas
a história das mulheres
fincando pé nas Estradas
em rumo à Canindé
com promessas alcançadas.
XXXIV
Jesus Cristo é espelho
que nos mostra o caminho
ao lado de São Francisco
a Capela é seu ninho
pra seguir a sua fé
a Lua é o cantinho.
XXXV
Em Roma temos o Bispo,
que é o Papa Francisco,
chegou botando moral
limpando todo o cisco,
com muita simplicidade
mesmo correndo o risco.
XXXVI
Esse Papa é verdadeiro
consolidando a fé,
honra o nome do Santo,
das Chagas de Canindé,
ou de Assis na Itália,
também da Lua já é.
XXXVII
Esse cordel foi pedido,
pela a Coordenação,
que organiza a festa.
ficando em doação
pra ajudar a Capela
fazer arrecadação.
XXXVIII
Continue essa história
que só tende a crescer
vinda de luta bonita
que veio acontecer
na década de oitenta
defendendo o bem viver.
XXXIV
Você acaba de ler
não é só coisa passada,
é presente aqui agora
da festa continuada
continue protagonista
entre nessa caminhada.
REVISADO EM 04/10/2023
Homenagem
Devemos reconhecer que essa história não existiria hoje, se não fosse a presença marcante e permanente da educadora popular, missionária, mãe, dona de casa e esposa Lúcia Vasconcelos, que ao longo de todo esse tempo, marcado na história desse livro, tem dedicado sua vida à luta do povo sofrido, que busca a libertação, como diz a canção (Zé Vicente), trazendo esperança, seja: no Horto de Plantas Medicinais, no Salão São Francisco, no ESCUTA, na AMORA, nas CEBs, no CEBI, no Grupo de Mulheres Brilho da Lua, no Reisado do ESCUTA, no Banquete Literário, nas Redes Feministas, na Rede Cearense de Economia Solidária, se articulando com as Organizações Não governamentais e as políticas publicas nas três esferas de Estado para que ofereçam melhorias na qualidade de vida aos povos das comunidades da Fumaça, Feijão, Entrada Lua, Tancredo Neves, N. Sra. da Saúde Mãe da Libertação e Planalto do Pici. Ela é uma mulher destemida que acredita no Cristo Libertador, em Maria Mãe de Jesus com seu canto, quando diz “derruba do trono os poderosos e eleva os humildes”, e São Francisco com sua simplicidade afastando a ganância e praticando o amor e a paz. Lúcia é essa mulher que está sempre pronta para servir, coordenando tudo isso, ouvindo, reunindo e agindo, por isso essa homenagem coletiva.
Chuvas de março e colheita
O Sertão fica molhado
O mato passa a crescer
Na terra passa o arado
A melancia e o melão
Crescendo na rama do chão
Com colheita no roçado.
Em março tem São José
Que chega molhando a terra
Para os que creem e têm fé
Em junho chega à colheita
Com mais um Santo que ajeita
O forró que arrasta o pé.
Tem Quadrilhas Juninas
O Sanfoneiro puxa o fole
Pelas terras nordestinas
Já o Santo é São João
Com as bombas e balão
Dança meninos e meninas.
Tem até com a chave do Céu
Pedro e Paulo formam a dupla
Para os dois tiro o chapéu
Com as noites de fogueiras
De festas e brincadeiras
Com noivas e lua de mel.
Bolsonaro inelegível
retirando Bolsonaro
com Registro Cassado
fica agora sem amparo
tornou-se inelegível
com resultado incrível
justificando o reparo.
desvio de finalidade
uso de embaixadores
praticou improbidade
notícias improcedentes
mentindo para os agentes
fazendo perversidade.
manipulou eleitores.
Fake News era usada
criou falsos protetores
e pregou a ditadura,
com Marechais linha dura,
são lacaios e traidores.
a democracia venceu,
mas o filhote carrasco,
no país permaneceu,
não se pode mais dar trégua,
manda pra Baixa da Égua
vai com quem te elegeu.
tem que levar é cadeia.
Os processos estão aí,
não precisa levar peia,
a justiça vai julgar
botar ele no lugar,
a coisa vai ficar feia.
Pandemia, aula remota e resiliência
Ainda em plena endemia
O ano é dois mil e vinte e um
Com doenças e pandemia
Um tal de corona vírus
Causa medo e agonia.
Banco, comércio e serviço,
Começou em dois mil e vinte
Não teve reza ou feitiço
Foi logo no mês de março
Que surgiu o desserviço.
Não se sabe o seu caminho
Ele chega com violência
Faz você trancar no ninho
Não pode ir ao trabalho
Nem na casa do vizinho.
Ninguém disse, eu sou o tal.
As pessoas se apavoraram
Porque o bicho é letal
Não escolhe a idade
Pra todos ele é mortal.
Ficou trancada em casa
Porque a virose se espalha
E o medo da cova rasa
Fez todos se recolherem
Como abelha pra criar asa.
Que se espalham pelo mundo
Brancos, negros e indígenas,
Vão virando moribundo
Sem remédio ou vacina
Tudo vira submundo.
Africano e europeu
E em todos os continentes
A doença floresceu
E só com vacina acaba
Logo a ciência apareceu.
Todos tem que vacinar
Professores e alunos
Pais não podem vacilar
E toda humanidade
Tem que se imunizar.
Não tem discriminação
Todos os deuses indicam
Pra fazer vacinação
Pra acabar o vírus mau
Fazendo imunização.
Acredite na ciência
E confie nas divindades
No sagrado com a essência
O amor e a equidade
Lhes garante eficiência.
Das divindades sagradas
São inspirações divinas
Como as ciências integradas
Que produz conhecimentos
Com vacinas preparadas.
Não deixa de vacinar
Quem cuida também se cuida
Para o mundo retornar
Tornando-se novo mundo
Para se viver e amar.
Que criou tecnologias
Sempre muito avançadas
Com boas metodologias
Cheias de muitas perolas
Resiliências e analogias.
Para criar novidades
Como remédios e vacinas
Transformando realidades
Muitas doenças curadas
Tiveram imunidades.
Já ficou imunizado
Pelos falecidos os pêsames
E sentimento ilutado
Não leve pra outras pessoas
Tem que ter muito cuidado.
Lave as mãos com sabão
Não tem vacina e remédio
E a única solução
É prevenir com máscara
Mesmo com vacinação.
Não tem nenhum sentimento
Sua meta é só lucrar
A vida é só um momento
Pouco importa quem vai morrer
Só dinheiro é o seu intento.
Só lucro e indiferença
Até mesmo as vacinas
O dinheiro é sua crença
Como pobre não dá lucro
Morte precoce é a sentença.
Que não acredita na ciência
E os fundamentalistas
Que vivem na ignorância
Julgando os cientistas
Com a sua intolerância.
Prevenção da infecção
Marco civilizatório
Pra proteger a nação
Do Covid dezenove
Com muita vacinação.
Vivendo resiliência
Fazendo o sacrifício
Respeitando a ciência
O ensino se reinventando
Nessa nova experiência.
É a única solução
Para o aluno ter aula
Isso muda a educação
Os pobres sem celular
Vira precarização.
Sem nenhum conhecimento
Serão semianalfabetos
Sem ter aprimoramento
Passam pras séries seguintes
Distante do ensinamento.
A vacina está chegando
Mas o bicho é sagaz
E vai se modificando
Obrigando uso de máscara
E assim vamos driblando.
Deus foi fiel
E Deus logo avisou
Já acabou a mamata
E do poder retirou
Bolsomínions infiéis
Que não valem um mireis
Pois nem Deus os suportou.
Ele sentiu-se traído
Durante os quatro anos
Todo tempo agredido
Por viver só a matar
Deus resolveu retirar
Porque na alma foi ferido.
E “seu Reino é de igualdade”
Falsos cristãos lhes negaram
Pregando a falsidade
Juntos com torturadores
Deus sentiu logo as dores
De quem sofre crueldade.
E o fascismo aproveitou
Inventaram um messias
E o fanatismo cegou,
Tentam golpe de Estado
Como monstro aloprado
Deus foi lá e os retirou.
Afastou os assassinos
Que assassinaram seu filho
Os Verdadeiros ferinos
São violentos e traidores
E da fé usurpadores
Negam de Jesus os ensinos.
Que quer acabar a fome
Possam governar seu país
Pra dar vez a quem não come
Que Jesus veio libertar
E a injustiça acabar
Pra o invisível ter nome.
Impediu a intervenção
Chegou na hora certa
Pois não aceita traição
Nem mesmo carnificina
Pois tudo que ele ensina
É amor com compaixão.
Pois “a verdade aparece”
Já que “a palavra liberta”
E Deus em si agradece
Livrando do pandemônio
Afastando o demônio
Que o golpista enaltece.
Tem que haver fidelidade
Seguindo sempre o seu Reino
De justiça e igualdade
Vivendo e partilhando
Amando e aconselhando
Pra vida ter dignidade.
Defensores da tortura
Contra negros e indígenas
Pra o pobre rapadura
Miséria e exploração
São pessoas sem coração
Que só vivem na fartura.
Que rouba, mata e explora,
Que defende a ditadura
Queimam e matam a flora
Tudo é capitalismo
Alimentam o racismo
Só o lucro ele adora.
São contra as liberdades
Só o mercado interessa
Criam até suas verdades
Os direitos são negados
E os pobres renegados
Ao acumulo de propriedades.